Vamos falar com sinceridade: alguém já ouviu falar de Dental Dam? Pois é, eu também nunca tinha ouvido falar, até que conheci este “acessório” numa oficina de Sexo Seguro Lésbico oferecida no último Lady Fest.
Dental Dam nada mais é do que um quadradinho de látex que pode ser utilizado para fazer sexo oral de forma segura. Ele foi criado originalmente para a realização de procedimentos odontológicos (daí o nome), mas logo perceberam que ele poderia ser usado também como proteção durante o sexo oral na vagina ou no ânus, impedindo que a boca entre em contato com o sangue menstrual e com a lubrificação e a mucosa destas áreas e evitando a transmissão de algumas doenças, como herpes, HIV e hepatite. Pois é, apesar de mínimo, existe sim o risco de contrair certas doenças durante o sexo oral.
É muito simples de usar: é só tirar da embalagem e colocá-lo sobre a vagina e o clitóris ou sobre o ânus da parceira. Não requer prática nem tampouco habilidade. O importante é nunca reutilizá-lo, não encostar a boca no lado que ficou em contato com a vagina ou o ânus e não utilizar o mesmo no ânus e na vagina – para cada um deve ser utilizado um Dental Dam diferente. Uma boa dica é passar um lubrificante no lado que vai ficar em contato com a vagina, já que isso aumenta o contato e, portanto, a sensibilidade de quem está recebendo...
Existem Dental Dams de diversos sabores: menta, morango, baunilha, ou seja, ninguém precisa ter medo de ficar com gosto de plástico na boca... Alguns Dental Dams vêm com um “talquinho”, então é preciso lavá-los com sabão neutro antes de usar, e secar com cuidado para não rasgar ou furar. Infelizmente o produto ainda não é produzido no Brasil, temos que importá-lo. A unidade custa em média US$ 1,50, ou seja, uns R$ 3, e é possível comprá-los por meio de alguns sites.
Outra forma de realizar sexo oral seguro, sem precisar do Dental Dam, é usar uma camisinha comum recortada. Prefira camisinhas sem lubrificante (já que o lubrificante pode deixar sua língua dormente) e passe o lubrificante como indicado no Dental Dam. E para não ficar com gosto de plástico na boca, use camisinhas com sabor...
Usar Dental Dam pode provocar sensações diferentes das que estamos acostumadas, já que o estímulo torna-se mais sutil. É uma questão de testar e ver quais as melhores formas de uso, mas sempre cuidando de sua saúde e da saúde de sua parceira.
Dri Quedas
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
Nosso querido amigo, o clitóris!
Nós mulheres somos realmente privilegiadas. A mãe natureza, sábia e generosa, nos presenteou com um órgão criado única e exclusivamente para nos dar prazer: o nosso queridíssimo amigo, o incrível, o misterioso, o invejado clitóris! Companheiro de todas as horas, ele sempre está presente, pronto a nos proporcionar sensações fantásticas, estejamos sozinhas ou acompanhadas...
Durante muitos séculos, porém, o clitóris foi ignorado pela ciência, ou mesmo desqualificado. Simplificando MUITO, em uma de suas teorias (muito refutada por várias correntes da psicologia e da medicina) Sigmund Freud, o pai da psicanálise, disse que o orgasmo clitoriano era característico de mulheres imaturas sexualmente e que, com a maturidade sexual, as mulheres passavam a ter orgasmos vaginais.
Uma visão estreita, que representa uma sociedade feita e dirigida por homens, que se recusam a acreditar que as mulheres podem ter prazer sexual sem depender de um pênis. Em muitas culturas, ainda hoje as mulheres têm seus clitóris (e às vezes até os lábios vaginais) extirpados como parte de um ritual de passagem para a vida adulta, entre outras coisas.
Estima-se que aproximadamente 150 milhões de mulheres sofram este ritual por ano, e existe muita polêmica em torno do assunto – tema longo, ótimo para uma outra coluna...
Atualmente a ciência conhece muito bem nosso clitóris querido, que na verdade é bem maior do que a gente vê. Suas terminações nervosas se prolongam pela vagina e uretra, chegando até a bexiga. Ele é o órgão do corpo humano (tanto masculino como feminino) que contém mais terminações nervosas: em um espacinho que varia entre 1 e 3 cm, em média, existem cerca de 8.000 terminações nervosas - isso explica todas as sensações maravilhosas que ele pode provocar...
Existem clitóris de todos os tipos e tamanhos, desde os mais tímidos, que necessitam de maior atenção para serem encontrados, até os mais desinibidos, que aparecem logo de cara, meio sem pedir licença. Mas o bom é que o tamanho não interfere na sensibilidade nem no prazer que ele proporciona, e disso nós já sabemos. Quem não se lembra da primeira vez que descobriu este nosso amigo e como se surpreendeu com que sentiu? Difícil esquecer...
Assim como os formatos, as formas de obter prazer com ele são infinitas. Usar as mãos e os dedos talvez seja o jeito mais básico e simples, mas que sempre exige cuidados. O clitóris não é um botão liga-desliga, é preciso perceber a intensidade e o ritmo com que sua parceira gosta de ser tocada... Muitas vezes cometemos o erro de fazer da forma que nós gostamos, parece ser o mais óbvio, mas em sexo nada é tão óbvio assim...
A combinação lábios – língua – clitóris é de levar qualquer uma à loucura, e, novamente, cada mulher gosta ser estimulada de uma forma diferente. Muitas gostam de serem literalmente chupadas, para outras isso provoca dor. Por isso, variar, experimentar e prestar atenção à parceira na hora é essencial. A cooperação de quem está recebendo também é fundamental, porque mulher nenhuma consegue ler pensamento: ajude a descobrir como você gosta de ser estimulada, falando ou mostrando de algum maneira; mas também esteja aberta a novas sensações.
E a famosa posição clitóris com clitóris? Para algumas mulheres ela é a preferida. Algumas vezes, dependendo do casal, é preciso um esforço para encontrar a melhor posição de “encaixe”, mas o resultado sempre vale a pena... Também não podemos esquecer das variações clitóris com coxa, clitóris com púbis, clitóris com seios etc etc e etc.
Mas o bichinho é caprichoso... Muitas vezes tudo parece tecnicamente certo, perfeito, e nada acontece. É que o clitóris não é um órgão à parte no corpo feminino, ele quase sempre trabalha ligado à mente e ao coração. Quem já não broxou ao perceber que está sendo estimulada quase por obrigação, como se fosse algo mecânico e estivessem te dizendo: “vai goza logo!”. Não adianta, quando a mente e o corpo não querem (ou desistem) o melhor é virar pro lado e dormir, ir tomar um chá de camomila ou brincar de jogo-da-velha.
E quem nunca passou pela situação de estar já louca de tesão, subindo pelas paredes, quase desfalecendo, e nada de gozar? A sensação que temos, quando o clitóris está muito intumescido (fino,né?) e excitado é quase dolorida.
Nestas horas existem algumas saídas: caso você esteja num dia inspirado, se sentindo guerreira, funciona respirar fundo, relaxar o corpo e buscar dispersar a energia que está contida na região estimulada, sem que sua parceira pare de estimulá-la.
Caso contrário rola pedir pra mocinha variar um pouco o estímulo (fazer um pouco mais fraco, mudar um pouco de região, etc...), ou mesmo parar por alguns minutos e voltar depois. O bom é que assim a sensação de prazer dura mais tempo...
De tudo isso, o que realmente importa é a criatividade (e o bom senso, claro!). Tanto faz se estamos ou não com alguém, com chuveirinho, vibradores, línguas ou dedos, vale a pena sentir tudo o que o clitóris tem a nos proporcionar. Temos um órgão criado só para nos dar prazer. Seria um desperdício e tanto ignorá-lo.
Dri Quedas
Durante muitos séculos, porém, o clitóris foi ignorado pela ciência, ou mesmo desqualificado. Simplificando MUITO, em uma de suas teorias (muito refutada por várias correntes da psicologia e da medicina) Sigmund Freud, o pai da psicanálise, disse que o orgasmo clitoriano era característico de mulheres imaturas sexualmente e que, com a maturidade sexual, as mulheres passavam a ter orgasmos vaginais.
Uma visão estreita, que representa uma sociedade feita e dirigida por homens, que se recusam a acreditar que as mulheres podem ter prazer sexual sem depender de um pênis. Em muitas culturas, ainda hoje as mulheres têm seus clitóris (e às vezes até os lábios vaginais) extirpados como parte de um ritual de passagem para a vida adulta, entre outras coisas.
Estima-se que aproximadamente 150 milhões de mulheres sofram este ritual por ano, e existe muita polêmica em torno do assunto – tema longo, ótimo para uma outra coluna...
Atualmente a ciência conhece muito bem nosso clitóris querido, que na verdade é bem maior do que a gente vê. Suas terminações nervosas se prolongam pela vagina e uretra, chegando até a bexiga. Ele é o órgão do corpo humano (tanto masculino como feminino) que contém mais terminações nervosas: em um espacinho que varia entre 1 e 3 cm, em média, existem cerca de 8.000 terminações nervosas - isso explica todas as sensações maravilhosas que ele pode provocar...
Existem clitóris de todos os tipos e tamanhos, desde os mais tímidos, que necessitam de maior atenção para serem encontrados, até os mais desinibidos, que aparecem logo de cara, meio sem pedir licença. Mas o bom é que o tamanho não interfere na sensibilidade nem no prazer que ele proporciona, e disso nós já sabemos. Quem não se lembra da primeira vez que descobriu este nosso amigo e como se surpreendeu com que sentiu? Difícil esquecer...
Assim como os formatos, as formas de obter prazer com ele são infinitas. Usar as mãos e os dedos talvez seja o jeito mais básico e simples, mas que sempre exige cuidados. O clitóris não é um botão liga-desliga, é preciso perceber a intensidade e o ritmo com que sua parceira gosta de ser tocada... Muitas vezes cometemos o erro de fazer da forma que nós gostamos, parece ser o mais óbvio, mas em sexo nada é tão óbvio assim...
A combinação lábios – língua – clitóris é de levar qualquer uma à loucura, e, novamente, cada mulher gosta ser estimulada de uma forma diferente. Muitas gostam de serem literalmente chupadas, para outras isso provoca dor. Por isso, variar, experimentar e prestar atenção à parceira na hora é essencial. A cooperação de quem está recebendo também é fundamental, porque mulher nenhuma consegue ler pensamento: ajude a descobrir como você gosta de ser estimulada, falando ou mostrando de algum maneira; mas também esteja aberta a novas sensações.
E a famosa posição clitóris com clitóris? Para algumas mulheres ela é a preferida. Algumas vezes, dependendo do casal, é preciso um esforço para encontrar a melhor posição de “encaixe”, mas o resultado sempre vale a pena... Também não podemos esquecer das variações clitóris com coxa, clitóris com púbis, clitóris com seios etc etc e etc.
Mas o bichinho é caprichoso... Muitas vezes tudo parece tecnicamente certo, perfeito, e nada acontece. É que o clitóris não é um órgão à parte no corpo feminino, ele quase sempre trabalha ligado à mente e ao coração. Quem já não broxou ao perceber que está sendo estimulada quase por obrigação, como se fosse algo mecânico e estivessem te dizendo: “vai goza logo!”. Não adianta, quando a mente e o corpo não querem (ou desistem) o melhor é virar pro lado e dormir, ir tomar um chá de camomila ou brincar de jogo-da-velha.
E quem nunca passou pela situação de estar já louca de tesão, subindo pelas paredes, quase desfalecendo, e nada de gozar? A sensação que temos, quando o clitóris está muito intumescido (fino,né?) e excitado é quase dolorida.
Nestas horas existem algumas saídas: caso você esteja num dia inspirado, se sentindo guerreira, funciona respirar fundo, relaxar o corpo e buscar dispersar a energia que está contida na região estimulada, sem que sua parceira pare de estimulá-la.
Caso contrário rola pedir pra mocinha variar um pouco o estímulo (fazer um pouco mais fraco, mudar um pouco de região, etc...), ou mesmo parar por alguns minutos e voltar depois. O bom é que assim a sensação de prazer dura mais tempo...
De tudo isso, o que realmente importa é a criatividade (e o bom senso, claro!). Tanto faz se estamos ou não com alguém, com chuveirinho, vibradores, línguas ou dedos, vale a pena sentir tudo o que o clitóris tem a nos proporcionar. Temos um órgão criado só para nos dar prazer. Seria um desperdício e tanto ignorá-lo.
Dri Quedas
terça-feira, 25 de dezembro de 2007
PERTECES.
MASTURBAÇÂO
MASTURBAÇÃO....
“Eu nunca me masturbava quando era mais jovem.
Eu nem pensava nisso. Mais tarde, quando comecei a curtir sexo, eu nunca tinha certeza se eu realmente tinha orgasmos.
Daí minha namorada me deu o meu primeiro vibrador…eu tive orgasmos fantásticos na primeira vez que eu o experimentei_definitivamente, aqueles eram orgasmos!
Aprender a me masturbar me ensinou como amar o meu próprio corpo e como ter orgasmos mais intensos com minha parceira ou mesmo sozinha.
Agora eu me masturbo freqüentemente e celebro a cada vez a minha própria revolução sexual.” _Thea
Esse é um depoimento de uma cliente da Toys in Babeland (uma das mais importantes sexshops para mulheres dos EUA. Depoimentos como esses são ouvidos às centenas por aí).
Em uma conversa com amigas essa semana, falávamos justamente do tabu que ainda gira em torno da masturbação feminina, e que pouco mudou nas gerações mais novas.
Diferente dos garotos, meninas se sentem envergonhadas em falar do assunto e raramente admitem que se masturbam.
Mulheres mais velhas ainda vêem a masturbação como sinônimo de falta de sexo e se sentem muitas vezes culpadas em se masturbar quando estão em um relacionamento.
Por outro lado…quando conversamos com pessoas que tem uma vida sexual bastante ativa, é extremamente comum descobrir que elas se masturbam com freqüência, e aí a gente percebe que uma coisa só alimenta a outra. E não é importante somente masturbar-se, mas também experimentar novas maneiras de se tocar, explorando assim novos caminhos para melhorar a sua vida sexual como um todo.
Conheça as principais dúvidas das meninas sobre masturbação " target=_blank>http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u1774.shtml
“Eu nunca me masturbava quando era mais jovem.
Eu nem pensava nisso. Mais tarde, quando comecei a curtir sexo, eu nunca tinha certeza se eu realmente tinha orgasmos.
Daí minha namorada me deu o meu primeiro vibrador…eu tive orgasmos fantásticos na primeira vez que eu o experimentei_definitivamente, aqueles eram orgasmos!
Aprender a me masturbar me ensinou como amar o meu próprio corpo e como ter orgasmos mais intensos com minha parceira ou mesmo sozinha.
Agora eu me masturbo freqüentemente e celebro a cada vez a minha própria revolução sexual.” _Thea
Esse é um depoimento de uma cliente da Toys in Babeland (uma das mais importantes sexshops para mulheres dos EUA. Depoimentos como esses são ouvidos às centenas por aí).
Em uma conversa com amigas essa semana, falávamos justamente do tabu que ainda gira em torno da masturbação feminina, e que pouco mudou nas gerações mais novas.
Diferente dos garotos, meninas se sentem envergonhadas em falar do assunto e raramente admitem que se masturbam.
Mulheres mais velhas ainda vêem a masturbação como sinônimo de falta de sexo e se sentem muitas vezes culpadas em se masturbar quando estão em um relacionamento.
Por outro lado…quando conversamos com pessoas que tem uma vida sexual bastante ativa, é extremamente comum descobrir que elas se masturbam com freqüência, e aí a gente percebe que uma coisa só alimenta a outra. E não é importante somente masturbar-se, mas também experimentar novas maneiras de se tocar, explorando assim novos caminhos para melhorar a sua vida sexual como um todo.
Conheça as principais dúvidas das meninas sobre masturbação " target=_blank>http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u1774.shtml
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
Expectativa

Não procuro por uma simples mulher
Que traga formas definidas em seu corpo
Se magra, se gorda, muito alta ou pequenina
Não procuro por uma mulher que traga no rosto
Os olhos azuis, verdes ou um indefinido cinza azul
Ou amendoados morando no castanho, ou negros nítidos.
Não procuro por uma simples mulher
Que traga o pudor nas faces e risos pueris
Se traz cabelos anelados que brilhem ao sol
Não procuro por uma mulher que traga na pele
O tom rosado, ou ainda que tenha o jambo a lhe cobrir
Ou sardas lhe tomem os braços, ou então de alvura sem fim.
Não procuro por uma simples mulher
Que traga serena a vida no rosto em vincas
Se no coração o ardor de noites insones e vazias
Não procuro por uma mulher que traga na mente
Regras e que me dite como vivenciá-las em seus dias
Ou amanhãs tardios em seu tempo que morrem no hoje.
Não procuro por uma simples mulher
Mas um porto seguro feito de afetos e meiguices
Uma flor perfumada e frágil embalada pelo vento
Um sonho que invada minha alma ressequida e cansada
Um anjo que ilumine meu futuro, desprendendo minhas dores
Um bálsamo que impregne meu corpo e perfume meu coração.
Não procuro por uma simples mulher.
Aquela que sonho e espero é a única, não uma, mas ela.
Yara Ribeiro
Yara Ribeiro
domingo, 9 de dezembro de 2007

Inseminação Artificial
Mulheres lésbicas também podem?
20/11/01 GLSPLANET.COM
À medida que os direitos dos homossexuais são reconhecidos em todo o mundo, as mulheres lésbicas começam a questionar cada vez mais a proibição de seu direito à maternidade através da inseminação artificial.
20/11/01 GLSPLANET.COM
À medida que os direitos dos homossexuais são reconhecidos em todo o mundo, as mulheres lésbicas começam a questionar cada vez mais a proibição de seu direito à maternidade através da inseminação artificial.
Embora parte destas mulheres ainda pense na possibilidade de ter relações sexuais com um homem somente para atingir seu objetivo, ou seja, ter um filho, a maioria das lésbicas agora luta por seu direito em ter o bebê, sem que para isso tenha que transar com alguém do sexo oposto. Querem ter um filho com a companheira, de preferência biológico.
Mas é possível realmente que as lésbicas usufruam da inseminação artificial?
E como se deve proceder?
Nos Estados Unidos já existem bancos de esperma e serviços de acompanhamento da gravidez exclusivos para lésbicas.
Nos Estados Unidos já existem bancos de esperma e serviços de acompanhamento da gravidez exclusivos para lésbicas.
Lá, as lésbicas podem ser inseminadas por serem consideradas inférteis, rótulo que elas começam a questionar.
Hoje, estima-se que um total de 6 a 10 milhões de crianças americanas têm pelo menos um dos pais sendo gay, lésbica, bissexual ou transgênero.
Entre as mulheres homosexuais, muitas trazem os filhos de um casamento heterossexual anterior, mas no início da década de 90 já se estimava que cerca de 10 mil crianças estavam sendo criadas por lésbicas que ficaram grávidas através de inseminação artificial.
E este número está aumentando: o Banco de Esperma da Califórnia, que tem 70% de suas clientes sendo lésbicas, assistiu a um crescimento de 50% dos negócios nos últimos 5 anos.
Olhando os dados, parece ser fácil se tornar uma mãe lésbica.
Olhando os dados, parece ser fácil se tornar uma mãe lésbica.
Mas Stephanie Brill, diretora da Maia Obstetrícia, especializada em mulheres lésbicas, mostra que o quadro está longe do real. E enumera as dificuldades: uma delas é a controvérsia sobre o esperma congelado e o fresco.
Os médicos sempre dizem que o esperma fresco, aquele doado por um amigo e imediatamente aplicado na mãe, geralmente em casa e pela companheira, é muito arriscado, por não haver exames que detectem no momento da doação se o sêmem está livre de vírus como o HIV, entre outros.
Mas Brill adverte que o sêmem congelado, além de caro, já que custa entre US$200 a US$500, é menos eficaz que o fresco, que além de tudo é gratuito.
A realidade deve ser mostrada por inteiro à futura mamãe, para que ela escolha a forma adequada de inseminação, segundo ela.
E os custos são decisivos também na hora de resolver ter o bebê. Geralmente são necessárias várias "doses" de esperma congelado até que a mulher engravide.
Quando ainda assim isto não acontece, as obstetras fazem a inseminação intrauterina e cobram uma taxa em torno de US$300.
Durante e após as tentativas de inseminação, os custos podem chegar a milhares de dólares ao mês.
E as complicações não param por aí. Brill, que em sua clínica faz uma série de palestras, com duração de 8 semanas, onde vários casais de lésbicas se encontram, procura informar as candidatas a mamãe sobretudo o que elas devem ter em mente antes de tomar a decisão. Veja alguns itens abaixo:- Enfrentar o preconceito que vai existir quando a lésbica grávida sair à rua. Para os outros, ela é uma mulher heterossexual que foi abandonada pelo marido.
E as complicações não param por aí. Brill, que em sua clínica faz uma série de palestras, com duração de 8 semanas, onde vários casais de lésbicas se encontram, procura informar as candidatas a mamãe sobretudo o que elas devem ter em mente antes de tomar a decisão. Veja alguns itens abaixo:- Enfrentar o preconceito que vai existir quando a lésbica grávida sair à rua. Para os outros, ela é uma mulher heterossexual que foi abandonada pelo marido.
Segundo Brill, ser uma grávida visível é ser uma lésbica invisível;- O casal de lésbicas tem que se assumir para todo mundo, não só para os amigos mais íntimos e família. A criança deve viver em um lar em que nenhum momento haja vergonha.
O casal de mulheres tem que ter coragem suficiente para mostrar ao mundo e onde estiverem que vivem como casal.- Anos antes de ter o filho, as mulheres devem fazer uma investigação sobre as escolas em que pretendem matricular as crianças, para saber como o colégio aborda esta questão.
Evidentemente, o casal precisa deixar claro que são um casal e ver a reação da escola.- Na hora do parto, geralmente a parceira que não está grávida não vai ser admitida como acompanhante no hospital.
Mesmo nos EUA, onde existe treinamento para os atendentes sobre mães lésbicas, a outra acaba ficando de lado.
Brill aconselha a sempre empregar o pronome "nós" quando ao hospital, principalmente para avisar que estão indo ter a criança.
Digamos que ainda assim você tenha resolvido ter uma criança. Como fica a situação aqui no Brasil? Bem, em termos de legislação, ainda não existe uma lei específica proibindo as mulheres homossexuais de passarem por uma inseminação artificial.
Digamos que ainda assim você tenha resolvido ter uma criança. Como fica a situação aqui no Brasil? Bem, em termos de legislação, ainda não existe uma lei específica proibindo as mulheres homossexuais de passarem por uma inseminação artificial.
O cochilo na lei existe evidentemente porque os legisladores brasileiros nunca pensaram nesta hipótese. Então, em tese, a mulher lésbica pode recorrer a uma clínica de inseminação ou banco de esperma privado. E há também uma opção pública: o hospital HmiB, em Brasília, realiza inseminação em mulheres, sem se importar com dados como estado civil, se tem um companheiro masculino, e nem mesmo a origem da pessoa, o que faz com que mulheres de todo o país recorram ao hospital para conseguir fazer a inseminação artificial.
Mesmo sendo um serviço público, há, em alguns casos, a participação das pacientes que pagam a medicação e alguns exames realizados em estabelecimentos privados.
Isso custa, em média, R$2.000,00.
Mas não demorem. Advogados e legisladores conservadores estão se mobilizando para que a reprodução medicamente assistida seja regulamentada como direito restrito aos casais heterossexuais estáveis.
Mas não demorem. Advogados e legisladores conservadores estão se mobilizando para que a reprodução medicamente assistida seja regulamentada como direito restrito aos casais heterossexuais estáveis.
Veja o trecho de proposição da entidade Pró-Vida abaixo:"Propomos que as técnicas de reprodução medicamente assistida sejam aplicadas exclusivamente em casais heterossexuais com garantias de estabilidade (legalmente constituídos ou não) e de condições adequadas para o completo e harmônico desenvolvimento do nascituro, ficando excluídas as situações em que ele viesse a ter só mãe ou só pai, quer por inseminação post mortem, quer por reprodução de uma mulher isolada (sem ligação, nem de direito nem de fato, a um homem, aqui denominada reprodução hermafrodita) ou de um homem isolado (por recurso à mãe de substituição, aqui denominada barriga de aluguel).
A admissão de fecundação post mortem comporta necessariamente a aceitação de suas legais conseqüências, se bem que possam e devam, quando tal for a opção, restringir-se os pressupostos de admissibilidade, os prazos em que pode ser efetuada após a morte do progenitor e extremar-se nas garantias quanto à proveniência dos gametas utilizados e ao cumprimento da vontade do falecido.
A orientação da Pró-Vida é no sentido de se proibir terminantemente tal prática. Também será proibida a maternidade de substituição (barriga de aluguel) até que haja regulamentação legal do assunto, não podendo o Hospital solucionar as situações jurídicas decorrentes desse processo sem lei expressa que revogue dispositivos do Código Civil e do Código Penal vigentes.
Para terminar, as técnicas de reprodução medicamente assistida só poderão ser utilizadas em benefício de pessoas maiores de 21 anos e com plena capacidade civil, casadas entre si há, pelo menos, dois anos ininterruptos e que não estejam separadas judicialmente ou sob separação judicial de corpos; ou que vivam em sociedade conjugal entre si, com comunhão de habitação e demais condições análogas às dos cônjuges, nos termos da Lei n.º 8.971, de 29 de Dezembro de 1994, desde que não existam impedimentos legais para o casamento.
O projeto do ato normativo tratou, também, das condições sócio-econômicas para a reprodução assistida e da fiscalização concreta a ser exercida.
O HmiB encaminhará ao Ministério Público todos os processos, antes de realizar o ato médico hábil a produzir a gravidez.
A Pró-Vida, como já ocorre em casos de transgenitalização, de interrupção da gravidez de fetos inviáveis e de transplante de órgão inter vivos, realizará uma habilitação em que fiscalizará todos esses critérios (ad hoc balancing test), garantindo um mínimo de estabilidade jurídica e social à reprodução medicamente assistida, «ante o insustentável vazio legislativo reinante» e pondo fim à «estupefata passividade dos poderes públicos.» Além do Código Civil, Penal, da Lei da Ação Civil Pública, da Lei do Concubinato, da Lei dos Transplantes, do Estatuto da Criança e do Adolescente, a Pró-Vida adotou na essência a Lei n.º 8.974, de 5 de Janeiro de 1995 (Lei da Biossegurança), que trata da manipulação genética
Leia mais sobre..
As mulheres lésbicas que vivem em união de facto na Suécia vão poder recorrer a técnicas de inseminação artificial nos hospitais públicos do país.
zurugoa.blogspot.com/2005/03/inseminao-artificial-para-lsbicas.html

Saudades
Saudades!Sim...
talvez...e porque não?...
Se o nosso sonho foi tão alto e forte
Que bem pensara vê-lo até à morte
Deslumbrar-me de luz o coração!
Esquecer!
Para quê?...
AH! como é vão!
Que tudo isso,
Amor, nos não importe.
Se ele deixou beleza que conforte
Deve-nos ser sagradao como o pão!
Quantas vezes,
Amor, já te esqueci,
Para mais doidamente me lembrar,
Mais doidamente me lembrar de ti!
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